Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Dollshouses - A Descoberta do Mundo na Escala 1/12




Os dias passavam e os links de miniaturas acumulavam-se na minha pasta de favoritos. Guardava tudo! Não só o que gostava mas também o que não me agradava nem um pouco.
 

 Sentava-me ao computador quando acordava e só a muito custo me dedicava às tarefas do mundo real.

 

Só me lembrava que tinha outra vida quando a família perguntava " o que é o almoço" sem que eu me tivesse dado conta de que a manhã já tinha passado ou então quando sentia o cheiro a queimado de um bolo esquecido no forno.

 

 Ia para a cama a pensar em miniaturas, acordava e pensava em miniaturas.

 

O Miguel, que mede quase um metro e noventa, chegou a recear que eu o trocasse por um anão. E eu ainda não tinha começado a construir nada!... Nessa altura só estava preocupada em aprender, aprender, aprender.

 

 Deixei de ir às aulas de pintura, praticava menos ioga, estava menos tempo com as minhas amigas, ou seja, já tinha sido apanhada pelo vírus das miniaturas.

 

 Esta paixão é como uma doença crónica com a qual temos que aprender a lidar.

 

Com o tempo, tive que me esforçar por alternar períodos de entrega extrema com outros em que tento me manter longe de miniaturas para que me possa dedicar a outras coisas que também fazem parte do meu mundo. Se não tivermos cuidado, as miniaturas tornam-se uma obsessão.

 

  Comecei então a pensar muito seriamente , na  construção da minha tão sonhada casa.

 

Dado a oferta, nos dias de hoje, ser tão variada, voltei a considerar a hipótese de comprar uma mas, a velha mania de fazer tudo à minha maneira fez-me abandonar novamente essa ideia .

 

 

 

Apesar da mudança de cenário no que se refere ao material que tinha agora ao meu dispor, mantinha-se inalterada a minha ignorância em matéria de carpintaria e outras áreas fundamentais para poder levar adiante um projeto desta natureza

 

 Sabia, tal como há vinte anos, que não podia contar com o Miguel porque ele não é de todo aquele tipo de homem que adora ferramentas e que vive à espera que alguma coisa se avarie para poder consertar. Porém estou certa que por mim teria feito o sacrifício de se tornar carpinteiro ou marceneiro nas horas livres e que sem dúvida teria feito um bom trabalho.

 

 

 

O apoio que me dá, a forma como elogia todo o que faço, a sua infinita paciência para aturar o meu mau feito quando tenho uma crise de criação ou sou confrontada com algum  obstáculo, neste meu mundo pequeno, para mim é mais que suficiente.

 
Quero aproveitar para lhe agradecer pelas vezes que teve de comer salsichas enlatadas e puré de batata de pacote. Fê-lo sem se queixar e com o mesmo entusiasmo com que come uma lagosta.
 
 
 Enquanto fazia as minhas pesquisas e tentava aprender o máximo que podia, ia construindo e reconstruindo casas na minha cabeça.

Prestava muita atenção às casas que não gostava, tentava perceber porque me desagradavam tanto.
Depressa constatei que gostava de casas mas não de bonecas ( salvo raríssimas excepções) porque gosto quando as miniaturas se confundem com a realidade e isso é impossível de conseguir quando lá pomos bonecas, ou seja, até posso gostar de algumas mas nunca nas casas. Percebi que preferia casas amplas, de paredes altas e onde os móveis não estivessem em cima uns dos outros às casa muito pequeninas e de tectos baixos. Ou melhor, os móveis até podem estar amontoados, as casas até podem ser pequeninas só não podemos é mobilá-las como se fossem palácios. Outro aspecto que passei a considerar importante é a escolha dos tecidos a usar nas cortinas, uma cortina mal feita e o uso de tecidos demasiado grossos arruínam qualquer miniatura.

Não mostro fotografias que ilustrem os exemplos atrás referidos  por razões óbvias. Havia também qualquer coisa que eu detestava mas que não conseguia perceber muito bem o que era.

Não demorei muito a concluir que não queria fazer uma mas sim, várias casas. Para isso tinha que resolver o problema de espaço.

Fiz mudanças em casa e agora tenho um quarto só para mim, onde trabalho e no qual já reservei espaço para as casas que quero contruir.

Decidi que queria fazer a minha casa do Porto Santo, uma casa arte nova, uma casa sevilhana, uma casa moderna, uma villa italiana e um palácio francês onde espero misturar, de forma harmoniosa, o barroco e o rococó, sem dúvida os meus preferidos no que toca às miniaturas.  

É trabalho para uns largos anos...

Até 2007 dediquei-me às minhas pesquisas. Visitei lojas online, procurei materiais, comparei preços e continuei a aprender o máximo que podia.

Em Março deste ano comecei finalmente a construção da minha casa do Porto Santo.
 



Ainda há muito que fazer porque não trabalhei ininterruptamente desde Março. Trabalhei até Maio e só voltei a dedicar-me à casa em Outubro.

Tenho alternado o trabalho na estrutura da casa com o fabrico dos móveis, o que me tem dado um gozo tremendo. No início nem sequer tinha considerado a hipótese de fazer mobília . Tencionava comprar todo o recheio da casa mas lá me aventurei e estou a adorar.

 

                                                                                                 

                                                                                  

zaphia às 03:06
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2 comentários:
De Cecília Soares a 3 de Janeiro de 2008 às 23:08
Olá, Chamo-me Cecíia, vivo em Portugal, e foi com imenso prazer que entrei neste site. Ainda não tive tempo para ler tudo, mas nos próximos dias, terei de cá vir mais vezes.

Sempre fui miniaturista a vida toda, mas só no ano 2000, decidi atirar-me de cabeça e alma a este hobby.

Tenho fotos dos meus trabalhos em:
http://www.flickr.com/photos/cilocas/sets

Faço parte de um grupo de miniaturistas portugueses,
http://groups.yahoo.com/group/casasdebonecas/
http://gincas.net/ginasio/

e outro brasileiro:
http://br.groups.yahoo.com/group/miniclube/

Teria todo o prazer em recebe-la no Gincas, que é um forum onde participam todos os miniaturistas de casas de bonecas portugueses para já conhecidos. Aos poucos vamos encontrando mais um elemento que juntamos à nossa colecção.
O grupo vai dos 20 aos 70 anos, meninos e meninas, variadas profissões, e cada um com a sua arte.

Quer tentar?
Gostariamos imenso.

Um abraço
Cecília
cecilia_soares@sapo.pt
De zaphia a 4 de Janeiro de 2008 às 21:20
Olá Cecília!
É muito bom dizer Casas de Bonecas e não ter que dizer " Dollhouse" ou " Maison de Poupées" para poder falar sobre esta paixão que nos une.
Como já tive ocasião de dizer na mensagem que mandei para o seu endereço de e-mai( tinha tentado responder ao comentário, aqui no blog, mas só agora descobri como fazê-lo. Ser novata nestas andanças tem destas coisas!), assim que o meu computador deixe de dar problemas, vou incluir uma lista de endereços "made in Portugal", na minha lista de favoritos do blog " A Minha Casa Em Miniatura"
Muito obrigada pela visita e pelas suas palavras
Volte sempre

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