Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Dollshouses - Feliz Ano Novo

                                                        

                                                      

                                   
 


 


             
 

                                                                                                                 

                                  

zaphia às 02:14
| comentar | favorito
Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Dollshouses - Léa Frisoni



Descobrir os seus blogs através da sua loja Dentelles et Ribambelles

foi uma lufada de ar fresco que alegrou e enriqueceu o meu mini -mundo . Desde então, sou uma visitante fiel e assídua.

É , sem dúvida alguma, uma das minhas miniaturistas favoritas e uma fonte de inspiração. Os seus trabalhos são tão encantadores que é difícil não ter vontade de copiar um ou outro objecto, este ou aquele detalhe.
Foi ao observar as suas criações que percebi, finalmente, que o que me desagradava na maioria das casas de bonecas que eu conhecia , era o ar de armário de madeira, limpinho, arrumadinho e brilhante, comum a muitas elas. Ambientes vitorianos e sem graça que se repetem, casas que não são mais do que cópias do que já foi feito sem a preocupação de inovar, nem que seja, um simples pormenor. Sabem, aquela sensação de que quem vê uma vê todas? É claro que não tenho nada contra o estilo vitoriano apenas não gosto das casas que se enquadram nesse género e que não primam pela originalidade .

Eu era muito perfeccionista, o que pode ser uma maldição. Ao visitar os seus blogs conclui que não vale a pena perder muito tempo a  fazer um trabalhinho muito perfeitinho e sem falhas porque até resulta melhor se ficar com alguns defeitos. Ter chegado a esta conclusão foi um alívio e uma libertação. Ainda me debato com a minha mania da perfeição. Às vezes não é fácil. Foram muitos anos a ver defeitos nas árvores e a ignorar a floresta mas, acho que estou a chegar  lá!

Que eu não seja mal-interpretada, não quero que pensem que eu  considero que o trabalho desta artesã não tem qualidade, longe disso, simplesmente acho que é uma pessoa muito prática, sensível e inteligente, que consegue arranjar formas fáceis e pouco despendiosas de criar casas absolutamente maravilhosas, casas com alma, como ela própria as gosta de definir.Casas onde consegue reproduzir, na perfeição, as marcas do tempo, casas vividas, onde as louças nos armários não são todas iguais, as portas e janelas dão a ilusão de precisarem de uma boa reparação e  as paredes gritam por uma boa pintura.
É por isto tudo e muito mais que eu acho o seu trabalho, absolutamente excepcional.
Eis algumas fotografias das suas casas para que fiquem com vontade de visitar os seus blogs.


A minha pequena homenagem a esta artista.
É claro que, em sua honra, não poderia faltar gatos e flores.


 

                       
 


                                   
 


    


 

    
 
 
 



 



Não é uma beleza?!!                                     
 

Não deixem de visitarL'Atelier de Léa.

Obrigada Léa por ter tornado o meu mini - mundo um lugar ainda melhor.


  

 

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Dollshouses - Um Feliz Natal Com História

 

                                  

 

 

 

 

 

 

Sabiam que este é o primeiro cartão de Natal da História?

 

Foi encomendado ao pintor inglês John Callcott Horsley em 1843.

O facto de ter desenhado uma criança a beber um copo de vinho causou alguma controvérsia.



                                                                                              

zaphia às 00:51
| comentar | favorito
Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Dollshouses - Um Quadro Para a Minha Casa Em Miniatura

 

 

Ainda não está pronto. Falta terminar o desenho e acertar a cor da moldura. É em pano cru e as pinturas foram feitas com tinta para pintar sobre tecido.
A moldura foi feita com peças em madeira que comprei na loja Dentelles et Ribambelles e restos de um rodapé.


 

                                                        Escala 1/12

 

                                        

 

                                      

 

                                                         

             O original não é uma pintura mas sim um bordado artesanal  mexicano que mandei emoldurar. Este quadro encontra-se na sala da minha casa.


                                                         O original

 

 

                                    
 


 

 


 

http://aminhacasaemminiatura.blogs.sapo.pt/
 

 


                                                                                                               
 

zaphia às 15:50
| comentar | favorito

Dollshouses - Móveis Pintados Por Mim

                                          

                Mobiliário muito fácil de encontar nas lojas de miniaturas mas que eu tranformei pintando com tinta acrílica e colando recortes de pinturas dos séculos XVII e XVIII. Não sei que destino lhes vou dar mas o mais certo é que não tenham lugar em nenhuma das casas que vou construir.

 

 

 

 

                                      

 


Peça comprada no site americano http://www.littlelamplighter.com/ 

Estou a pintá-lo com tinta acrílica embora saiba que se obtém um resultado muito melhor se usármos tinta de óleo.
Inspirei-me numa peça da Janet Reyburn. Encontram trabalhos desta artesã na loja Swan House Miniatures.

 

                                              

                                                                 A cópia
 

 

                                     

 

 

                                      

 

 

 

                                        A peça original da autoria de Janet Reyburn


 

                                         

 

 

                                        
 

                                                                                                                     

zaphia às 15:14
| comentar | favorito

Dollshouses - A Minha Amiga Joana

 

 

 



Quero apresentar a minha amiga Joana.

É uma das poucas amigas que tenho aqui no Porto Santo.

Veio viver para cá no mesmo ano que eu.

Ela e o marido são instrutores de mergulho e abriram um centro de mergulho aqui na ilha.

http://www.portosantosub.com/


Somos muito diferentes uma da outra mas é espantosa a quantidade de coisas que nos une.

Compartimos o gosto pela pintura, pelo ioga, por cães e por gatos e agora, as miniaturas.
A Joana tem sido uma ajuda preciosa na construção da minha casa. sei que teria demorado muito mais tempo a fazê-la se ela não estivesse por perto. Enquanto eu sou uma perfeita ignorante no que respeita a ferramentas, a Joana trata-as por tu. No entanto é muito engraçado ver como eu, apesar da minha ignorância, achar que sou capaz de fazer tudo o que me proponho e ela, com todos os seus  conhecimentos, se achar uma incapaz. Esta sua insegurança irrita-me profundamente e à conta disso, temos imensas discussões. Já a proibi de dizer à minha frente frases que adora utilizar como " tenho medo" ou "não sou capaz".
Dei-lhe tantos puxões de orelhas que finalmente a Joana começou a perceber que afinal não há que ter medo e que até sabe fazer mais coisas que a maioria das pessoas.
Eu sou o oposto. Acho-me capaz de fazer tudo o que tenho vontade. A vaidade é um dos meus pecados porque sou a primeira a elogiar tudo o que faço.
Tive uma infância muito feliz. A minha tia Teitão teve muita influência na minha paixão pelas artes porque me conseguiu transmitir o seu gosto pela pintura e a sua paixão por ballet. Sempre fui muito incentivada por todos, a dar asas à minha imaginação quer fosse através da pintura, da dança ou da música. No entanto não tenho formação nenhuma nestas áreas. Só comecei a frequentar um atelier de pintura o ano passado, no ballet estive muito pouco tempo e a minha carreira musical nunca passou de concertos no chuveiro e de martelar, sem dó nem piedade, o piano da minha avó. A minha mãe, que é uma mulher de armas, é uma pessoa muito dotada e são tantas as coisas que faz bem que nem as vou enumerar. Lá em casa, todos gabavam o que eu fazia (faziam o mesmo em relação aos meus irmãos, eu não sou filha única e apesar de ter tido sempre muitos mimos, nunca fui uma criança mimada) e creio que isso contribuiu para que eu hoje não tenha medo de fazer o que me dá na gana e que não tenha pudor nenhum em dizer que gosto muito dos meus trabalhos. Não que eu os veja através de lentes cor-de-rosa que lhes ocultam os defeitos mas sim porque, não obstante as imperfeições, me fazem sentir orgulhosa e muito feliz. Perdoem a minha falta de modéstia mas a franqueza é uma das minhas virtudes.

 

 

Quando, em 2005, falei à Joana da minha paixão por casas de bonecas, achou que eu estava maluca. Nem quis ouvir falar e não mostrou o mínimo interesse em ver, nem que fosse uma, das centenas de imagens que eu guardava no meu computador. Eu achei estranho porque pensei que este hobby lhe assentava como uma luva.

 

O tempo veio provar que eu estava certa.

 

Quando comecei a construção da minha casa, fez-me uma visita para ver como iam os trabalhos. Acho que o fez só por delicadeza mas esse foi o primeiro dia de muitos em que saiu da minha casa atrasada para o jantar.

O vírus das miniaturas tinha feito mais uma vítima.

Já começou a construir uma casa na escala 1/24! Para quem não gostava de miniaturas...

Também por causa destas coisas pequenas, descobriu o sroll esse sim, a sua verdadeira paixão.

Podem ver os seus trabalhos no blog

http://good-wood.blogs.sapo.pt/

e comprar as suas peças no seu site
Good-Woods


                                                                                       Post seguinte >>

zaphia às 13:00
| comentar | favorito

Dollshouses - Um Palácio Francês



De todas as casas que pretendo construir, o palácio é sem dúvida o maior desafio.
Já fiz um esboço mas ainda falta acertar muitos pormenores antes de me aventurar na sua construção.
Tenho dedicado muito tempo à pesquisa que tem incidido essencialmente sobre  palácios franceses dos séculos XVII e XVIII.
Gosto muito de História e tem sido com enorme prazer que tenho passeado pela França do Rei Sol, pelos domínios de Marie Antoinette no Palácio de Versailles, pela Áustria de Sissi e pela Rússia dos czares porque, apesar de querer que o meu palácio tenha as suas raízes na França do século XVII, não vou impedir que os seus ramos cheguem ao século XIX ou a outros países europeus.

Quero dar asas à minha imaginação e, se me apetecer, tocar vários estilos, no entanto estou certa de que que o meu palácio falará francês e que será, sem sombra de dúvidas, um palácio do século XVIII com uma mistura harmoniosa dos estilos Barroco e Rococó.

                                   
 

                                     Eu quero...

 

 

 

                                

                                        Decorar as paredes e pintar desenhos nos tectos...

 

 

 

 

           

                                                         Recriar este ambiente...

 

 

                                                 

                            Costurar vestidos de seda...inventar cabeleiras de algodão...

 

 

                                  

                              Construir um cravo para que o palácio se encha de música.

 

 

 

 

 

 
 


 

                                                                                                                         

zaphia às 03:39
| comentar | favorito

Dollshouses - A Primeira Casa de Bonecas



Em 2002, eu e o meu marido decidimos ir viver para o Porto Santo durante um ano. 
Sempre adorámos essa ilha, para onde escapávamos sempre que podíamos.

Para mim, o Porto Santo é muito mais do que um lugar, é um estado de espírito. Passado um ano, nem nós nem as nossas filhas quisemos voltar para a Madeira.

 

 

 

 

 

                             Baía do Funchal                    As Duas Ilhas                       Porto Santo      

                         

 

 

                                   Madeira

                                      

                                     Porto Santo

                                   

                                      

 

 

 

 

 

 

Vivemos na casa de férias que era dos meus sogros e é essa casa que decidi reduzir doze vezes ou melhor, foi nessa casa que me inspirei para fazer a minha primeira casa de bonecas.

 

 

    

                

 

 

 

 

 

 

 

Não é uma cópia exacta e isso nota-se logo num primeiro olhar porque a casa tem só um piso e a miniatura dois.

 

                                                      

 

Também tem menos quartos, mas, apesar de não ser uma reprodução fiel, tentei que, as pessoas que conhecem a minha casa, a reconhecessem nesta miniatura.

 

Não perdi muito tempo com medidas. Decidi na hora de cortar.

 

Demorei a escolher a madeira. Depois de ponderar um pouco, decidi utilizar contraplacado marítimo por ser muito resistente. 

 

 

Espero que esta casa encante os meus netos e bisnetos da mesma forma que a casa de bonecas da prima Matilde me encantou.

Gosto de sonhar que esta casa vai contribuir para que alguém, num futuro próximo ou longínquo, se venha a interessar por este hobby.

 

 

 

 

O mestre José já tinha feito para nós alguns trabalhos de carpintaria e marcenaria. Gosto muito dele porque é um homem muito sério. Aparece sempre no dia e hora combinados e não uma semana ou um mês depois, como é comum por estes lados.

 

Não foi fácil convencê-lo a construir a minha casa de bonecas pois achava o trabalho muito complicado. Só quando eu lhe disse para se esquecer que era uma casa e que pensasse que era um armário, é que cedeu.

 

 

Podem seguir os trabalhos no meu blog A Minha Casa Em Miniatura






                                                                           
                                                                                
 

 

zaphia às 03:09
| comentar | favorito

Dollshouses - A Descoberta do Mundo na Escala 1/12




Os dias passavam e os links de miniaturas acumulavam-se na minha pasta de favoritos. Guardava tudo! Não só o que gostava mas também o que não me agradava nem um pouco.
 

 Sentava-me ao computador quando acordava e só a muito custo me dedicava às tarefas do mundo real.

 

Só me lembrava que tinha outra vida quando a família perguntava " o que é o almoço" sem que eu me tivesse dado conta de que a manhã já tinha passado ou então quando sentia o cheiro a queimado de um bolo esquecido no forno.

 

 Ia para a cama a pensar em miniaturas, acordava e pensava em miniaturas.

 

O Miguel, que mede quase um metro e noventa, chegou a recear que eu o trocasse por um anão. E eu ainda não tinha começado a construir nada!... Nessa altura só estava preocupada em aprender, aprender, aprender.

 

 Deixei de ir às aulas de pintura, praticava menos ioga, estava menos tempo com as minhas amigas, ou seja, já tinha sido apanhada pelo vírus das miniaturas.

 

 Esta paixão é como uma doença crónica com a qual temos que aprender a lidar.

 

Com o tempo, tive que me esforçar por alternar períodos de entrega extrema com outros em que tento me manter longe de miniaturas para que me possa dedicar a outras coisas que também fazem parte do meu mundo. Se não tivermos cuidado, as miniaturas tornam-se uma obsessão.

 

  Comecei então a pensar muito seriamente , na  construção da minha tão sonhada casa.

 

Dado a oferta, nos dias de hoje, ser tão variada, voltei a considerar a hipótese de comprar uma mas, a velha mania de fazer tudo à minha maneira fez-me abandonar novamente essa ideia .

 

 

 

Apesar da mudança de cenário no que se refere ao material que tinha agora ao meu dispor, mantinha-se inalterada a minha ignorância em matéria de carpintaria e outras áreas fundamentais para poder levar adiante um projeto desta natureza

 

 Sabia, tal como há vinte anos, que não podia contar com o Miguel porque ele não é de todo aquele tipo de homem que adora ferramentas e que vive à espera que alguma coisa se avarie para poder consertar. Porém estou certa que por mim teria feito o sacrifício de se tornar carpinteiro ou marceneiro nas horas livres e que sem dúvida teria feito um bom trabalho.

 

 

 

O apoio que me dá, a forma como elogia todo o que faço, a sua infinita paciência para aturar o meu mau feito quando tenho uma crise de criação ou sou confrontada com algum  obstáculo, neste meu mundo pequeno, para mim é mais que suficiente.

 
Quero aproveitar para lhe agradecer pelas vezes que teve de comer salsichas enlatadas e puré de batata de pacote. Fê-lo sem se queixar e com o mesmo entusiasmo com que come uma lagosta.
 
 
 Enquanto fazia as minhas pesquisas e tentava aprender o máximo que podia, ia construindo e reconstruindo casas na minha cabeça.

Prestava muita atenção às casas que não gostava, tentava perceber porque me desagradavam tanto.
Depressa constatei que gostava de casas mas não de bonecas ( salvo raríssimas excepções) porque gosto quando as miniaturas se confundem com a realidade e isso é impossível de conseguir quando lá pomos bonecas, ou seja, até posso gostar de algumas mas nunca nas casas. Percebi que preferia casas amplas, de paredes altas e onde os móveis não estivessem em cima uns dos outros às casa muito pequeninas e de tectos baixos. Ou melhor, os móveis até podem estar amontoados, as casas até podem ser pequeninas só não podemos é mobilá-las como se fossem palácios. Outro aspecto que passei a considerar importante é a escolha dos tecidos a usar nas cortinas, uma cortina mal feita e o uso de tecidos demasiado grossos arruínam qualquer miniatura.

Não mostro fotografias que ilustrem os exemplos atrás referidos  por razões óbvias. Havia também qualquer coisa que eu detestava mas que não conseguia perceber muito bem o que era.

Não demorei muito a concluir que não queria fazer uma mas sim, várias casas. Para isso tinha que resolver o problema de espaço.

Fiz mudanças em casa e agora tenho um quarto só para mim, onde trabalho e no qual já reservei espaço para as casas que quero contruir.

Decidi que queria fazer a minha casa do Porto Santo, uma casa arte nova, uma casa sevilhana, uma casa moderna, uma villa italiana e um palácio francês onde espero misturar, de forma harmoniosa, o barroco e o rococó, sem dúvida os meus preferidos no que toca às miniaturas.  

É trabalho para uns largos anos...

Até 2007 dediquei-me às minhas pesquisas. Visitei lojas online, procurei materiais, comparei preços e continuei a aprender o máximo que podia.

Em Março deste ano comecei finalmente a construção da minha casa do Porto Santo.
 



Ainda há muito que fazer porque não trabalhei ininterruptamente desde Março. Trabalhei até Maio e só voltei a dedicar-me à casa em Outubro.

Tenho alternado o trabalho na estrutura da casa com o fabrico dos móveis, o que me tem dado um gozo tremendo. No início nem sequer tinha considerado a hipótese de fazer mobília . Tencionava comprar todo o recheio da casa mas lá me aventurei e estou a adorar.

 

                                                                                                 

                                                                                  

Dollshouses - O Meu Pequeno Mundo

 

 

 

Sempre senti um enorme fascínio por casas de bonecas e miniaturas.

 Sou absolutamente viciada neste hobby que divide a realidade por doze e a transporta para um mundo imaginário que cabe nas nossas mãos.

 

 Esta paixão, que absorve quase todo o meu tempo livre, começou era eu bem pequenina.

A nossa prima Matilde que era da idade da minha avó paterna, tinha uma casa de bonecas vitoriana que conservava desde a infância.

A minha recordação dessa casa é muito vaga. Já tentei várias vezes recuperar a sua imagem nos arquivos da minha memória mas surge sempre como um borrão, sem cor e sem forma, no qual não se distingue nem um simples pormenor.

O que recordo muito vivamente é o quanto me encantava.

 

 

 Trabalhei como assistente de bordo durante doze anos.

Em 1987, numa das minhas viagens a Viena, visitei uma loja de casas de bonecas e miniaturas.

Fui invadida por doces memórias da minha infância feliz e voltei para Portugal com montes de catálogos, livros, revistas e o firme desejo de construir a minha casa de bonecas.

 

 Mas depressa o sonho se desvaneceu.

O facto não haver na cidade onde vivia, lojas da especialidade, contribuiu para o adiar da concretização desse sonho.

 

Cheguei a considerar a hipótese de comprar, no estrangeiro, uma casa  de bonecas já pronta ou um kit para montar, mas acabava sempre por encontrar algum defeito nos modelos disponíveis.

Queria uma casa de bonecas inteiramente concebida por mim.

 

 

 É necessário também referir, em abono da verdade, que o que eu me proponha fazer era uma perfeita loucura, tendo em conta que nunca tinha trabalhado com madeira e não sabia distinguir um martelo de um serrote, um prego de um parafuso ou um alicate de um atarraxador.

Os meus horários irregulares também não permitiam uma dedicação constante e sistemática ao planeamento desse projecto e por isso, o sonho de construir a minha casa de bonecas foi adiado.

 

Deixei a TAP em 1998 para me dedicar inteiramente ao meu marido e às minhas filhas gémeas. Ter deixado de voar fez com que eu não só passasse a ter imenso tempo para eles mas também para mim. 

                                       

 

                                         

                                        

                              

 

 

No entanto, as miniaturas só reaparecem na minha vida no Natal de 2005. 

 

 Por essa altura, nem sei eu bem porquê, pois nunca mais tinha pensado em casas de bonecas, decidi  procurar na net lojas de  miniaturas.

Fiquei surpreendidíssima com o que encontrei! Centenas de lojas com tudo o que eu sempre quis e mais aquilo com o qual nunca me tinha atrevido sonhar.

 

 Ainda não sabia que este é o segundo maior hobby do Reino Unido, que tem imensos seguidores em muitos países europeus assim como nos EUA e Canadá, porque é como um vírus que ataca de forma indiscriminada, sem olhar a sexo, idade, raça ou condição social.

 

 Surpreendi-me também com a quantidade de pessoas que publicam os seus trabalhos na net e que generosamente partilham ideias e conhecimentos. É graças a todos eles que eu hoje tenho a minha primeira casa de pé.
Podem seguir a evolução do trabalho no meu blog A Minha Casa de Em Miniatura

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

                                                                                                        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Miniature Net Ring

This site is owned by
Sofia

Want to join a
Miniature Network Ring?

[Next] [Previous] [Random] [List Sites]

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts Favoritos

Dollshouses - O Quarto da...

Dollshouses - Fazer Mobil...

Dollshouses - O Atelier A...

Dollshouses - Quadros e A...

Dollshouses - Armário do ...

Dollshouses - Cestas e Ve...

Fonte de Inspiração - Cou...

Arquivos

Abril 2010

Março 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Maio 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Abril 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

pesquisar

todas as tags

Check out..
Check out the Top 50 Dollhouse Miniatures sites!